A valorização dos produtos da floresta através da consolidação dos seus mercados gera emprego e renda para os povos da floresta e mantém a floresta amazônica em pé para futuras gerações.
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ÓLEO MARACUJÁ - MARACUJÁ (Passiflora Edulis, Passifloraceae)

ÉPOCA DE COLHEITA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E COMPOSIÇÃO GRAXA

O óleo de maracujá é caracterizado por uma coloração amarela, sabor agradável e odor suave e possui um elevado teor de ácidos graxos insaturados. Tem substâncias relaxantes aromáticas (a passiflorina) que reduz a ansiedade, melhora o sono, diminui o stress e o cansaço em geral. O óleo de maracujá é rico em ácido linolêico, que age no auxilio da restauração da camada lipídica da pele, conferindo emoliência e hidratação aumentando a sedosidade da pele. Os cremes e sabonetes, que incluem na sua fórmula o óleo das sementes de maracujá proporcionam um sensação relaxante e anti-stress.

USO POPULAR

O uso principal do fruto de maracujá está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geleias, sorvetes e licores. Sua propriedade calmante o tornou conhecido, mas seu aroma e sabor atrativos tornam o maracujá importante produto para a indústria. As folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Possui também propriedades depurativas, sedativas e anti - inflamatórias. Suas sementes atuam como vermífugos. Por essas características, está incluído na monografia da Farmacopéia Brasileira. Acredita-se popularmente que o chá de suas folhas, além de atuar como calmante, é também um antitérmico eficaz e que ajuda no combate às inflamações cutâneas, mas essas duas ações não tem confirmação científica, sendo apenas parte de crendices populares.

ECOLOGIA

O maracujá é originário da América tropical, prefere climas quentes e úmidos, sendo cultivado em todos os países tropicais. Atualmente o Brasil é o principal produtor mundial de maracujá. No Pará cultiva-se o maracujá em larga escala, principalmente na região bragantina, seu maior centro produtor, alcançando em 2008 uma produção de 33.000 to.

O maracujazeiro precisa de uma estrutura que o sustente, porque seu caule é semi-lenhoso e não permite auto-sustentação. Essa estrutura é construída com mourões de madeira e arame liso. Um sistema de condução adequado deve propiciar boa distribuição dos ramos, facilitar os tratos culturais e permitir melhor insolação dos ramos produtivos. A produção comercial tem início a partir do décimo mês do plantio. A produtividade média do maracujá-amarelo é calculada em cerca de 10 t/ha/ano. O ciclo produtivo abrange em torno de 2 a 3 anos.

A casca do maracujá, que representa 40% a 50% do peso da fruta, é considerada resíduo industrial, assim como suas sementes, que representam cerca de 6% a 12% do peso total do fruto. Das sementes pode ser extraído o óleo para o aproveitamento industrial. O percentual de óleo na semente seca de maracujá alcança cerca de 25% de rendimento. De um hectare pode se obter 480 kg de semente seca, isto equivale a 96 Kg de óleo na extração física.

REFERÊNCIAS UTILIZADAS

CALVACANTE, P. B. (1996): Frutas comestíveis da Amazônia, 6ª edição, CNPq/Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém/PA, p. 279.

http://www.sidra.ibge.gov.br (acessado em 11/11/2009)

MORAIS, L. R. Banco de Dados Sobre Espécies Oleaginosas da Amazônia, não-publicado

TOCCHINI, R. P. (1994): Processamento: produtos, caracterização e utilização. In: Maracujá: cultura, matéria-prima e aspectos econômicos. Campinas: ITAL, p. 161-175.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

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